14/11/2017

Escolas estaduais do Paraná contam com um reforço para garantir um ambiente ainda mais agradável para alunos e funcionários.

Escolas estaduais do Paraná contam com um reforço para garantir um ambiente ainda mais agradável para alunos e funcionários. É o programa Mãos Amigas, que utiliza a mão de obra de detentos do regime semiaberto para serviços de melhorias nas unidades. Desde o início do programa, em 2012, a economia para os cofres do Estado foi de R$ 3 milhões. Foto: Divulgação Depen PR

Escolas estaduais do Paraná contam com um reforço para garantir um ambiente ainda mais agradável para alunos e funcionários. É o programa Mãos Amigas, que utiliza a mão de obra de detentos do regime semiaberto para serviços de melhorias nas unidades. Desde o início do programa, em 2012, a economia para os cofres do Estado foi de R$ 3 milhões.
Foto: Divulgação Depen PR

É o programa Mãos Amigas, que utiliza a mão de obra de detentos do regime semiaberto para serviços de melhorias nas unidades. Desde o início do programa, em 2012, a economia para os cofres do Estado foi de R$ 3 milhões.

Além de melhorar a estrutura e reduzir os custos com pintura, jardinagem, limpeza e pequenos reparos, o Mãos Amigas dá aos presos trabalho, renda e oportunidades de ressocialização.

Segundo o coordenador do projeto, Nabor Bettega Júnior, um dos fatores que gera economia é a redução da pena dos presos que participam do programa – a cada três dias de trabalho, o presidiário tem a pena reduzida em um dia.

Nabor explica que o custo mensal de um preso em Curitiba e Região Metropolitana, segundo dados do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), é de R$ 2.824. Em um período de três meses fica em torno de R$ 8.472 mil. “Se 20 presos reduzissem o tempo de permanência na penitenciária em três meses, o total economizado chegaria a R$ 169,4 mil”, destaca Bettega.

MAIS ECONOMIA – Desde o início do projeto, 687 escolas de 74 municípios do Paraná foram atendidas com o programa e também conseguiram reduzir custos. Uma delas é o Colégio Estadual Santa Felicidade, em Curitiba, que conta com 750 alunos nos turnos da manhã, tarde e noite.

O diretor Luiz Carlos Bueno conta que de segunda a sexta-feira entre cinco e sete detentos fazem a pintura das salas de aula, refeitório, pátio, ginásio de esporte e outras dependências. “Gastamos 12 mil reais com tinta. Se tivéssemos que contratar a mão de obra, com certeza teríamos que desembolsar muito mais. Por isso, acho o projeto uma ótima estratégia para ajudar as escolas que constantemente precisam de pequenos reparos”.

O Colégio Estadual Natália Reginato, localizado no bairro Cajuru, na região Leste da Capital, também é pintado por detentos. “Se não fosse o projeto nós não teríamos condições de fazer esses serviços”, diz a diretora Rosemari Duelli. “Eles têm feito um trabalho de excelente qualidade”, complementa ela.

PROGRAMA – O programa Mãos Amigas foi criado em 2012 em uma parceria entre as secretarias estaduais da Educação e da Segurança Pública e Administração Penitenciária, por meio do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), com apoio da Paraná Educação. Atende escolas e imóveis do patrimônio público.

Os detentos recebem, mensalmente, a remuneração correspondente a três quartos do salário mínimo vigente. Parte do valor pago ao preso (cerca de 20%) fica retida todo mês em uma poupança para que ele possa retirar a quantia quando sair em liberdade definitiva. Os 80% restantes podem ser resgatados durante o cumprimento de pena pela família do detento, caso ele escolha essa opção.

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  1. Parabéns para quem teve essa ideia,trabalhar pela liberdade assim eles valorizam mais a vida fora da cadeia,e decidem ir trabalhar e conquistar o dinheiro suado quando sair pra rua.

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