14/02/2018

Policiais, de 47 e 22 anos, se reencontraram durante a Operação Verão, em Itanhaém, no litoral paulista.

 

 

A cidade de Itanhaém, no litoral de São Paulo, foi palco de um emocionante reencontro entre dois policiais militares, que tiveram seus caminhos cruzados há quase 19 anos, em Presidente Venceslau, interior paulista. Durante uma conversa com um soldado, a sargento Vanusa Pereira, de 47 anos, descobriu que seu companheiro de farda era um menino que ela socorreu em 1999, quando ele tinha 4 anos.

No dia 18 de junho daquele ano, Vanusa respondeu a um chamado no bairro Jardim Alvorada, em Presidente Venceslau, sobre um menino que havia sofrido um corte profundo no rosto e precisava ser levado com urgência para o hospital. Ao chegar na casa, a policial encontrou a vítima no colo da mãe, que implorava por socorro.

“Encontramos ele com um lençol na cabeça e percebemos que era um corte bem profundo, com uma grande hemorragia, por isso não tinha como esperar o resgate. Então, o colocamos na viatura e socorremos até o Pronto Socorro. A hemorragia ocorreu pelo corte e porque ele perdeu quatro dentes em cima e três embaixo”.

A vítima era Lúcio Fernandes Lima Kruger, atualmente com 22 anos. Ele estava brincando quando uma prateleira caiu sobre sua cabeça e o prendeu, deixando sua família desesperada. O jovem relembra que ficou mais de um mês internado por conta de um corte profundo entre a boca e o nariz, e que enfrentou uma longa recuperação.

“Os policiais tiveram um tempo de resposta muito rápido e me levaram para o hospital. Os médicos disseram que, se não fosse por esse apoio imediato, eu teria morrido de hemorragia. Essa situação acabou definindo o que eu sou hoje. Se não fosse pela Vanusa, eu não estaria vivo e nem teria me tornado policial”.

Após o acidente, Kruger nunca esqueceu o apoio que recebeu da sargento Vanusa em um dos momentos mais difíceis da sua vida e sempre se inspirou nela. Por isso, aos oito anos, decidiu se tornar policial e conseguiu realizar seu sonho em 2014, aos 19 anos. “Eu cresci escutando histórias e sempre admirei a profissão. O que ela fez por mim eu espero fazer por alguém”.

Reencontro foi muito emocionante para os policiais (Foto: Carlos Abelha/G1) Reencontro foi muito emocionante para os policiais (Foto: Carlos Abelha/G1)

Reencontro foi muito emocionante para os policiais (Foto: Carlos Abelha/G1)

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