11/10/2018

Produção lucrativa, sustentável e tecnológica: conheça a profissão do engenheiro agrônomo.

A profissão do engenheiro agrônomo, que tem o seu dia comemorado na próxima sexta-feira (12), tem uma importância fundamental para a economia do País e também para o cotidiano das famílias, sendo que a maioria desconhece o ofício, principalmente por causa da distância entre o meio urbano e a zona rural.

Na correria do dia a dia, as pessoas esquecem de valorizar o profissional que acompanha toda a produção do campo com objetivo de gerar um desenvolvimento sustentável para economia e levar alimentos de qualidade para a mesa do brasileiro.

“As muitas atividades desempenhadas pelo engenheiro agrônomo contribuem diretamente para a qualidade dos alimentos que vão para nossa mesa. O profissional é responsável pela recomendação adequada das culturas a serem plantadas, a interpretação da análise de solo para que sejam utilizados os corretivos, fertilizantes, sementes, mudas e demais insumos necessários para uma boa produção”, explica a inspetora do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) da Regional Apucarana, a engenheira agrônoma, especialista em Gestão Ambiental e Controle de Pragas Urbanas, Eliane Saraiva dos Santos.

Ela ainda ressaltou que o receituário agronômico é fundamental para que as plantas daninhas (mato), as pragas (normalmente insetos) e as doenças (fungos, bactérias e outros) possam ser tratadas com o melhor produto, na hora certa e com a melhor tecnologia de aplicação possível, objetivando uma alta produtividade com menores gastos e evitando prejuízos ao meio ambiente.
Os profissionais atuam com foco em grandes culturas como soja, milho, trigo, arroz, cana-de-açúcar e outras. Ainda existe o segmento que atua na assistência em frutíferas de forma específica como laranja, uva, maracujá, abacate e outras frutas, além das olerícolas como tomate, alface, pimentão, cenoura, até o trabalho com plantas medicinais e ornamentais.

MEIO AMBIENTE

A inspetora do Crea ainda destaca que o cuidado com o meio ambiente é um dos maiores desafios enfrentados pelo profissional da agronomia. “O que aparentemente possa parecer conflitante, são na verdade práticas complementares. Se consegue ao mesmo tempo a redução dos custos de produção, produtividade e lucro, bem como a redução dos impactos negativos ao meio ambiente”, afirma.

Segundo Eliana, um estudo e planejamento adequado de cada propriedade com a conscientização do produtor rural ou empresário é importante para se “obter uma produção com sustentabilidade, sendo ecologicamente correta, socialmente justa e economicamente viável.”

TECNOLOGIA

A agricultura de precisão se destaca nas últimas décadas com o uso de ferramentas de alta tecnologia, máquinas computadorizadas e confortáveis, imagem de satélites, georeferenciamento, aplicações localizadas de fertilizantes e defensivos, análise de solos estratificada, uso do celular e aplicativos.

Mais recente, helicópteros e drones passaram a ser utilizados para aplicações mais seguras, além de vários novos programas de informática.

“Tudo isso é muito complexo e ao mesmo tempo simplificador, pois facilita todos os trabalhos desenvolvidos na propriedade, dentro e fora da porteira, dando eficiência ao sistema produtivo. É necessário constantemente atualização sobre o que está ocorrendo no Brasil e no mundo, para conseguir cumprir o seu objetivo maior, que é contribuir para a produção de alimentos disponíveis, com qualidade e em quantidade suficiente para a atender a demanda mundial”, analisa a engenheira agrônoma.

SEGURANÇA DE EQUIPAMENTOS

Apesar das novas tecnologias, equipamentos mais antigos ainda precisam de uma atenção especial para se evitar acidentes.

O engenheiro Murilo Rodrigues Granado, do setor de Fiscalização do Crea Apucarana, alerta para a necessidade de todas máquinas e equipamentos atenderem a Normal Regulamentadora número 12 do Ministério do Trabalho e Emprego, mais conhecida como NR12. O objetivo é garantir a proteção e segurança de operadores de diversos setores.

“No campo, em alguns casos, são necessárias adaptações de colheitadeiras, pulverizadores para proteção contra cortes e esmagamentos, principalmente em equipamentos mais antigos com maior risco. Um engenheiro de segurança faz o inventário da máquina para eliminar ou, pelo menos, diminuir esse risco. Já o engenheiro mecânico ou agrícola fica responsável pela adaptação”, explica.

Para serem comercializados, novos equipamentos precisam atender as normas de segurança para sair da indústria.

Além da atuação no campo, o engenheiro agrônomo também pode atuar em instituições de pesquisas e laboratórios, nas instituições de ensino, nas cooperativas, nos bancos, nas indústrias de máquinas, equipamentos e produtos químicos, tanto na produção como na comercialização. Outros atuam diretamente na assistência técnica ao produtor rural, tanto para os grandes produtores como para os produtores da agricultura familiar. Outros trabalham no mapeamento topográfico e geográfico das áreas a serem cultivadas e preservadas. Outros ainda estão focados na área de gestão ambiental com licenciamentos para empresas particulares e órgãos públicos, entre outros.

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