22/06/2014

Nome da presidente foi confirmado pelos dirigentes do partido. Evento, em Brasília, tem participação de ministros e do ex-presidente Lula.

O Partido dos Trabalhadores (PT) tornou oficial neste sábado (21) a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição. O nome de Dilma foi confirmado durante convenção nacional do partido, realizada em Brasília.

O presidente do PT, Rui Falcão, anunciou a oficialização da candidatura de Dilma logo no início do evento. Também foi confirmada a candidatura à reeleição do vice-presidente, Michel Temer. Dilma subiu ao palanque acompanhada do seu antecessor e padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dilma discursa após ser oficializada candidata do PT à Presidência na eleição de 2014 (Foto: Natalia Godoy / G1)

Antes de Dilma discursar, os delegados do PT encarregados de analisar a proposta de candidatura da presidente para mais um mandato fizeram uma votação simbólica. Os petistas ergueram suas credenciais para chancelar a tentativa de reeleição.

Dilma fez discurso de cerca de uma hora durante convenção do PT  (Foto: Natalia Godoy/G1)D

Em seu discurso no evento, Dilma citou as ações dos governos petistas na área social, na economia e na política. Ela afirmou que as pessoas querem que a mudança no país continue “pelas mãos daqueles que já mostraram que têm capacidade”.

“O Brasil, temos certeza, tenho consciência disso, o Brasil quer seguir mudando pelas mãos daqueles que já provaram que têm capacidade de transformar profundamente o país e melhorar a vida do nosso povo. Nós tivemos a competência de implantar o mais amplo e vigoroso processo de mudança do país, que pela primeira vez colocou o povo como protagonista”, disse a presidente.

“Eu preciso, sim, de mais quatro anos para poder completar uma obra à altura dos sonhos do Brasil. Para fazer isso, eu preciso do apoio dos brasileiros, especialmente desta grande militância. Precisamos ir às ruas, contar o que fizemos e o que podemos fazer.”

A presidente também fez referências aos xingamentos que sofreu na abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians. Dilma disse que não agride, mas também “não fica de joelhos”. Ela lembrou que sofreu agressões físicas no período da ditadura militar.

“Eu nunca fiz política com ódio, mesmo quando tentaram me destruir física e emocionalmente por meio do uso de violência. Eu continuei amando o meu país e nunca guardei ódio de ninguém […] Quero dizer a vocês que não tenho rancor de ninguém. Também não vou baixar a cabeça. Não insulto, mas também não me dobro […] Não agrido mas também não fico de joelhos para ninguém”, disse.

 

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