23/06/2014

São muitos os caminhos percorridos pela soja produzida no Estado até chegar ao Porto de Paranaguá. As cargas passam pelas estradas rurais, trafegam por rodovias e ferrovia até chegar ao cais para exportação.

.

Todos esses caminhos passam por processos de revitalização e modernização, com fortes investimentos do Governo do Estado. “Da porteira para dentro, o homem do campo faz seu trabalho muito bem feito. Nós focamos o trabalho da porteira para fora, com medidas para incentivar a agricultura e melhorar o transporte e a logística”, afirma o governador Beto Richa.

Entre os principais programas que beneficiam os produtores rurais paranaenses está a Patrulha do Campo, que readequou 2 mil quilômetros de estradas rurais do Estado. Realizado em parceria com consórcios intermunicipais, as Patrulhas já chegaram a 109 municípios, atendendo a mais de 138 mil produtores.

RODOVIAS – Das estradas rurais, os caminhões carregados de soja chegam às rodovias que cortam o Estado, onde o governo executa o maior programa de melhoria da infraestrutura viária da história do Paraná.

Desde 2011, o Governo do Paraná já investiu R$ 606 milhões para melhorar a malha rodoviária estadual. Até o final deste ano, serão investidos outros R$ 234 milhões, totalizando R$ 840 milhões.

As obras fazem parte do Programa Estadual de Recuperação e Conservação de Estradas Pavimentadas (Perc) e beneficiam todas as regiões do Paraná. No programa, cerca de 60 equipes, com quase dois mil homens, trabalham ao longo de 12 mil quilômetros de rodovias, de forma permanente.

As equipes fazem a manutenção e recuperação do asfalto, limpeza de vegetação, valeta, bueiros, meio-fio e placas. Além disso, tem a responsabilidade de melhorar a sinalização vertical e horizontal das pistas.

O Estado também articulou com as empresas a retomada de importantes obras nas estradas concessionadas. Com isso, foi possível antecipar diversas intervenções programadas para o Anel de Integração, como a duplicação de aproximadamente 337,7 quilômetros de rodovias.

CONTÊINERES – Além da infraestrutura, projetos de logística também fazem parte do plano do governo para apoiar a agricultura. Entre eles está a proposta da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar) para otimizar o transporte de grãos para a exportação. A empresa, vinculada à Secretaria da Agricultora e do Abastecimento, está utilizando contêineres para o escoamento de soja, milho e farelo de soja.

“Os contêineres chegavam ao Porto de Paranaguá com produtos manufaturados e retornavam vazios ao Exterior, ocupando o mesmo espaço nos navios”, explica o gerente comercial e de novos negócios da Codapar, Francisco Carlos Alves. “Agora, além de atender a essa demanda, vendemos a clientes que procuram volumes menores de grãos, que não precisam mais depender exclusivamente das grandes exportadoras”.

O serviço de estufamento começou pelo Porto Seco de Cascavel, que movimenta de dez a 15 contêineres de soja por dia, com capacidade de armazenagem de 27 toneladas cada um. A Codapar prevê, ainda, adaptar os terminais de Araucária, Campo Largo, Ponta Grossa e Maringá para o carregamento de contêineres.

A expectativa da companhia é ampliar a movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá, que é referência nacional nesse tipo de transporte. “Nosso objetivo é realizar todo o transporte dentro do Estado, direcionando os carregamentos ao Porto de Paranaguá e gerando ainda mais renda ao Paraná”, completa Alves.

TRILHOS – A soja paranaense também faz seu caminho pelos trilhos de trem. A Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste), que chegou a registrar prejuízos mensais de R$ 1 milhão na gestão anterior, voltou a receber investimentos do Governo do Estado. Com a aquisição de duas novas locomotivas e modernização da frota, a ferrovia aumentou em 50% sua capacidade de tração.

No ano passado, 610,4 mil toneladas de produtos foram transportadas pela Ferroeste. Pelos trens da empresa são escoados até o Porto de Paranaguá grãos (soja, milho e trigo), óleo vegetal, farelos e contêineres frigorificados. No sentido inverso, a ferrovia transporta insumos agrícolas, cimento e combustíveis ao interior do Estado.

Além da melhoria operacional, desde o início da atual gestão a diretoria vem tomando uma série de medidas técnicas e operacionais para aperfeiçoar o desempenho da ferrovia, reduzindo o ciclo de viagens dos trens, racionalizando procedimentos administrativos e investindo no melhoramento das operações.

A empresa reduziu, por exemplo, o tempo de permanência das composições no terminal de Guarapuava. Investimentos na via permanente e na condução dos maquinistas permitiram também a redução do transit-time (tempo de transporte) em cerca de 30%.

Com os bons resultados, as empresas parceiras que operam no Estado estão mais confiantes para atuar com a Ferroeste. A Lustoza Agrologística está investindo R$ 9,3 milhões no complexo de Guarapuava. Parte da obra, que inclui um ramal ferroviário, já está pronta. A Cotriguaçu inaugurou, no início do ano, a primeira fase de seu terminal ferroviário em Cascavel, com investimento inicial de R$ 40 milhões.

PORTO – Transportada em contêineres, vagões e caminhões, a soja chega ao Porto de Paranaguá com destino ao mercado internacional e segue para portos da China, Coreia do Sul, Itália, Taiwan, Argentina, Alemanha, Estados Unidos, México, França, Rússia, Bielorrússia, Canadá e Suécia.

Para atingir esses mercados e tornar os portos mais competitivos, o Governo do Estado executa o maior pacote de investimentos já realizado na história dos terminais paranaenses. São R$ 470 milhões em obras de melhoria, infraestrutura e projetos estruturantes.

Outro diferencial adotado no Porto de Paranaguá é o sistema de agendamento de cargas, que facilita o trabalho dos motoristas que descarregam no local. Eles são informados com uma mensagem de texto pelo celular quando a entrada do caminhão no Pátio de Triagem é autorizada.

Aguardando a descarga dos caminhões no Corredor de Exportação, Valter das Neves e Jocemar Lira foram unânimes em afirmar que o sistema foi uma das grandes melhorias que aconteceram nos últimos meses no Porto de Paranaguá. “Uma ação simples que nos traz tranquilidade”, afirmou Valter das Neves.

Já Jocemar Lira lembra que agora é bem melhor receber a carga com destino a Paranaguá. “Sabemos que não iremos mais encontrar as grandes filas para entrar no Pátio de Triagem”, diz. Moradores de cidades pequenas como Borrazópolis e Mauá da Serra, eles costumam vir ao Porto duas vezes por semana, trazendo cargas da região de Maringá e Apucarana

O que achou desta notícia ? Deixe um comentário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *