25/06/2014

Estudo mostra que cirurgia bariátrica pode curar diabéticos.

Antecedendo a data em que é comemorado o Dia Internacional do Diabetes (26 de junho), um recente estudo feito no Brasil mostrou que a cirurgia bariátrica pode auxiliar no combate à diabetes tipo 2 – forma mais comum da doença e que afeta geralmente pessoas obesas.

O trabalho, publicado na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, avaliou 66 pacientes com obesidade moderada (índice de massa corporal entre 30 e 35 kg/m²). Cerca de 88% dos participantes tiveram remissão da diabetes– os médicos não costumam falar em cura. Depois de um período que variou de 3 a 26 semanas, eles deixaram de utilizar remédios orais e, desde a cirurgia, os sintomas não retornaram. Nos demais pacientes, mais de 11% registraram melhora no controle de açúcar no sangue.

Todos os pacientes avaliados passaram por uma cirurgia conhecida como bypass gástrico, o mais popular tipo de cirurgia bariátrica no mundo.

VIDA NOVA – No Paraná, esta técnica está trazendo resultados surpreendentes para muitos pacientes. O cirurgião curitibano, Caetano Marchesini – membro da Federação Internacional de Cirurgia para Obesidade (IFSO) relatou que atingiu índices de remissão da diabetes no primeiro ano após a cirurgia próximo a 80% em seus pacientes. “A cirurgia bariátrica é o único tratamento que consegue dar uma resposta eficiente e duradoura aos pacientes com diabetes tipo 2”, garante Caetano Marchesini. “ Atualmente os resultados a curto e longo prazo da melhora da doença com a cirurgia são superiores aos resultados do tratamento com qualquer tipo de medicamento. A cirurgia consegue interromper a evolução das complicações da doença “, compara o cirurgião.

Os benefícios da cirurgia vão além. Por isso há um movimento dos médicos para mudar o nome cirurgia bariátrica para cirurgia metabólica. “Ela não altera apenas a obesidade, mas também altera a diabetes, a pressão alta, o colesterol, o triglicerídeos e o ácido úrico  entre outros”, ressalta Marchesini.

O publicitário Maurício Medeiros, 45 anos, conta que sua vida mudou completamente depois da cirurgia bariátrica.  Há um ano e dois meses ele pesava 112 quilos. Hoje, Maurício está com 70 quilos e muita saúde.

“A obesidade me causou um quadro de hipertensão. Além disso, meus índices de triglicerídeos estavam sempre altos”, relata. “Com 45 quilos a menos na balança, me sinto uma nova pessoa. A saúde melhorou e conquistei a qualidade de vida que sempre sonhei “, completa Maurício.

PANDEMIA – Por ser uma doença silenciosa, a diabetes do tipo 2 já pode aparecer com consequências graves como, por exemplo, a existência de doenças coronarianas, cegueira e impotência sexual.

“A diabetes tipo 2 é considerada uma pandemia no mundo e que traz consequência à saúde financeira dos países”, ressalta Marchesini .

 Dados da Federação Internacional de Diabetes mostram que 4,8 milhões de pessoas morreram no ano de 2012 da doença. Além disso, em todo o mundo foram gastos U$ 471 bilhões no tratamento do Diabetes. Apenas no Brasil foram gastos – no mesmo ano – R$500 milhões pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratar pacientes diagnosticados com Diabetes tipo 2 e doenças associadas, conforme estudo da Universidade de Brasília (UNB) e Ministério da Saúde.

A diabetes caracteriza-se por níveis de açúcar elevados no sangue de forma crônica, freqüentemente acompanhada do aumento da gordura no sangue – triglicerídeos e colesterol , pressão alta e problemas vasculares.

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