14/03/2019

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) proibiu, na noite desta quarta-feira (13), pousos e decolagens com aviões da Boeing, do modelo 737 MAX.

A decisão veio quase três dias após a queda, no domingo (10), de aeronave semelhante na Etiópia, matando 157 pessoas, no segundo caso em cinco meses – o primeiro foi na Indonésia com 189 vítimas, totalizando 346 mortes.

Desde a queda na Etiópia, companhias aéreas e autoridades de todas as partes do mundo decidiram proibir operações de pousos e decolagens com aeronaves destes modelos da Boeing. Na terça-feira (12), com a decisão da União Europeia, mais de 50 países já haviam tomado medidas contra as operações com aviões do modelo 737 MAX.

No Brasil, uma das primeiras reações contra a inércia da ANAC veio do presidente da Associação Brasileira das Vítimas da Aviação Geral e Experimental (ABRAVAGEX), Augusto Fonseca da Costa. Ele aproveitou solenidade conjunta com Federação das Empresas de Hospedagem, Gastronomia, Entretenimento, Lazer e Similares (Feturismo) e a Confederação Nacional de Turismo (CNTur), na quarta-feira (13), para tentar sensibilizar a agência e autoridades na urgência em proibir as operações com as aeronaves.

“A ANAC se acomodou, mesmo diante da pressão social e internacional, no discurso de que estava acompanhando as investigações sobre as quedas na Etiópia e Indonésia e, em função disto, não tomaria providência”, ressaltou Augusto da Costa. “A impressão que dava é que a  agência preferia pagar para ver, só que quem poderia pagar seriam passageiros e tripulantes”, afirmou Fábio Aguayo, membro da Feturismo e CNTur.

No final da tarde de quarta-feira, a própria Boeing emitiu um comunicado que havia solicitado, à Federal Aviation Administration (FFA), a suspensão temporária das operações com todas as aeronaves da família 737 MAX no mundo. A proibição de pouso e decolagem dos modelos de aviões foi anunciada próximo às 22h da noite.

Foto legenda (Avião da Boeing)
ANAC decidiu proibir as operações com aviões Boeing 737 MAX após pressão da sociedade e autoridades internacionais

Foto: Arquivo/Google

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