20/03/2019

Cartaz explicativo dos níveis de assédio sexual estará afixado em estabelecimentos comerciais e pontos de alto tráfego de pessoas.

A secretaria Municipal da Mulher e Assuntos da Família promoveu, na tarde desta quarta-feira (20/3), o lançamento oficial do “Assediômetro”, no Centro de Atendimento à Mulher (CAM). O prefeito Júnior da Femac, a secretária Denise Canesin Moisés Machado, o presidente da Câmara dos Vereadores Luciano Molina e o comandante da Guarda Municipal de Apucarana, Alessandro Carletti, estiveram presentes à cerimônia. O cartaz explicativo dos níveis de aproximação que podem ocorrer, ou um “termômetro do assédio”, é mais uma das atividades que a secretaria desenvolve no mês em que se intensifica a atenção às mulheres.

O cartaz destaca os efeitos da Lei Federal 13.718/2018, aprovada em setembro do ano passado, que passou a considerar crime a importunação sexual. Antes da aprovação da lei, praticar um ato libidinoso sem o consentimento da outra parte era considerado uma contravenção penal, isto é, as penas eram mais leves. Desde setembro, porém, as penas podem variar de um a cinco anos de prisão, exatamente pela tipificação do crime.

As cores em que o cartaz é impresso se colocam como  autoexplicativas. Foram usados verde, amarelo e vermelho, tal qual um semáforo. Em baixo, no verde, atitudes como paquerar, puxar conversa ou se aproximar são consideradas “ok”. Indo para cima no “termômetro” do assédio, a cor amarela mostra que olhar fixamente para o corpo, insistir quando se diz “não” e contato físico requerem atenção e podem ser indícios de que algo esteja para acontecer. A cor vermelha não deixa dúvidas: contato físico sem consentimento, uso de expressões vulgares ou convites indesejados e, pior dos casos, relações sexuais não consentidas são crimes e precisam ser denunciados.    

A secretária da Mulher e Assuntos da Família, Denise Canesin Moisés Machado, ressaltou que o termômetro do assédio mede a atitude, o respeito da atitude dos homens em relação às mulheres. “Nós temos muita preocupação também com as redes sociais, onde podem acontecer crimes desse tipo, que precisam ser denunciados. Imprimam e nos ajudem a cuidar mais e melhor da mulher apucaranense”, disse.

O prefeito Júnior da Femac afirmou que a convivência dele com três mulheres, a esposa e duas filhas, ensinaram-lhe muito bem o sentido da palavra “não”. Segundo ele, “nada pode acontecer que uma mulher não quer que aconteça”. O prefeito manifestou-se também em relação aos ambientes virtuais, nos quais podem acontecer casos de assédio muito sérios, que precisam ser comunicados às autoridades.

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