24/05/2019

O diretor-executivo do Instituto Jogue Limpo, Ezio Camilo Antunes, apresentou nesta sexta-feira (24) à equipe da Divisão de Resíduos Sólidos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo o relatório anual de desempenho do sistema de logística reversa de embalagens plásticas de óleo lubrificante usados, desenvolvido pelo instituto.

O Instituto reúne 39 empresas que respondem por 91% do mercado de óleos lubrificantes no país. Em 2018, o sistema de logística reversa das embalagens de óleo lubrificante recolheu 660 toneladas de embalagens plásticas no Paraná, das quais 97% foram destinadas à reciclagem.

No Estado, são três centrais de recebimento de embalagens, em Fazenda Rio Grande, Paiçandu e Cascavel. Nas centrais de recebimento as embalagens são drenadas, prensadas ou moídas, para serem acondicionadas e encaminhadas às recicladoras credenciadas.

“O sistema de logística reversa do Instituto Jogue Limpo atua em 100% das cidades paranaenses e respeita e valoriza todos os municípios. Toda embalagem recolhida é registrada no site em tempo real e os técnicos do Estado e de cada município têm acesso aos registros”, diz o coordenador da Divisão de Resíduos Sólidos da secretaria, Laerty Dudas. “Gostaríamos que os outros setores responsáveis pela coleta de produtos inservíveis tivessem essa mesma consciência”, afirmou.

Segundo Ezio Camilo Antunes, o sistema investiu R$ 3,3 milhões no Estado em 2018 e fez 3 mil coletas no ano. Em cada coleta, o caminhão recebe em média 21 quilos de embalagens plásticas.

O próximo passo para melhorar a coleta e destinação das embalagens de óleo lubrificante usados é a ampliação dos pontos de entrega voluntária e a renovação do termo de compromisso com o Governo do Paraná.

Segundo Antunes, o sistema de logística reversa de embalagens de óleos lubrificantes já atende todo o Estado. A ideia é atender outros segmentos, como oficinas mecânicas e empresas de sistemas automotivos para aumentar a coleta. Cada embalagem recolhida é transformada em matéria-prima para novas embalagens e outros produtos plásticos, retornando à cadeia de produção. Cria-se um ciclo virtuoso, que evita o desperdício de um material plástico derivado do petróleo.

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