28/05/2019

O Paraná está conseguindo diminuir a mortalidade materna a cada ano, e já está abaixo do nível aceitável pela Organização das Nações Unidas (ONU), que é de 70 mortes a cada 100 mil nascidos vivos.

No ano passado, o Estado registrou 59 mortes; e neste ano, até agora, ocorreram 21 mortes declaradas no Sistema de Informação de Mortalidade.

Nesta terça-feira (28), é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e também o Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna. O Ministério da Saúde define morte materna a que ocorre durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez ou ainda por medidas em relação a ela.

Entre as principais causas estão hipertensão, hemorragia, infecções puerperais e doenças cardiovasculares.

Em sua luta para reduzir a mortalidade materna, a ONU criou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma iniciativa global que convoca o mundo para a eliminação essas mortes evitáveis entre os anos de 2016 e 2030.

O terceiro objetivo preconiza “assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”, e especialmente se refere à redução da mortalidade materna e na infância. A partir dessa definição, a proposta é reduzir, até 2030, a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por 100 mil nascidos vivos. O Brasil se comprometeu a reduzir para 30 esse número.

Paraná – O Paraná investe na Rede Materno Infantil, incentiva o modelo de atenção ao parto e nascimento baseado nas evidências científicas e garantia de direitos da gestante e do recém-nascido; apoia a ampliação da assistência ao parto e nascimento por equipe multiprofissional e executa ações que integram a Atenção Primária à Saúde (APS) e os outros pontos da rede de atenção para o acompanhamento das gestantes, puérperas e mulheres em situação de risco reprodutivo.

Também trabalha para organizar o Comitê de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil integrado ao Grupo Técnico de Vigilância do Óbito, uma vez que a morte materna é considerada como resultante da qualidade da atenção à saúde da mulher. Taxas elevadas de mortalidade materna estão associadas à insatisfatória prestação de serviços de saúde a esse grupo.

Uma das estratégias usadas pela Secretaria da Saúde do Paraná é a investigação do óbito materno, protocolo que investiga minuciosamente as causas da mortalidade materna e avalia a qualidade da assistência obstétrica oferecida às mães. Com as informações coletadas, é possível identificar situações que podem atingir as gestantes e aplicar medidas preventivas.

Outra estratégia usada é o  monitoramento do “Near Miss”, um instrumento com enfoque na segurança do paciente, que proporciona a melhoria do desempenho dos serviços de saúde, com avaliação imediata da eficácia no atendimento e o aperfeiçoamento da prática clínica baseada em evidência; isso ajuda a reduzir os riscos de evolução para quadros graves, evitando os óbitos”, explica a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, a médica Acácia Nasr.

A mortalidade materna é um indicador de saúde, da realidade socioeconômica e da qualidade de vida da população feminina. O governo do Paraná reconhece o tema como dos mais importantes na área e implementa nesta gestão “um olhar ampliado para a saúde integral da mulher”, afirma a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da SESA, Maria Goretti David Lopes.

“As ações abrangem todas as fases de vida da mulher, da infância à idade adulta, para anteciparmos com a prevenção e seguirmos evitando a morbi-mortalidade de mulheres. O tempo na obtenção dos cuidados adequados é o fator mais importante relacionado às mortes maternas. A demora na decisão de procurar o cuidado, em chegar a uma unidade de saúde e a demora em receber os cuidados adequados implicam diretamente na morte materna”, comenta Maria Goretti.

O ‘Near Miss’ informa as etapas dos acontecimentos e é chamado de evento sentinela; por meio dos dados estratégicos coletados é possível antecipar as ações para qualificar a assistência à mulher, evitando a demora.

A triagem para o “Near Miss” materno adotado pela Secretaria de Saúde do Paraná inclui todas as mulheres durante a gestação, parto e pós-parto, que são atendidas, notificadas e acompanhadas pela rede de saúde.

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